Arquétipos da Simbologia Astrológica

A Astrologia é o estudo das relações cósmicas de todos os conhecimentos, especialmente os acontecimentos humanos sobre a Terra, tomados como existência humana, juntamente com a história de sua evolução, não somente no sentido geral, como no sentido da existência particular do indivíduo, seus aspectos exteriores e os aspectos que lhe conferem o conteúdo da vida subjetiva, isto é, a dor e o prazer, o medo e a esperança, o amor e o ódio, o erro e a verdade, o nascimento, a doença e a morte, e, para dizer numa só palavra, o seu destino como Ser Humano.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade (A interpretação astrológica)

A Igualdade é o símbolo de Libra, ou Balança. Este signo é o símbolo universal do equilíbrio, da legalidade e da justiça, concretizados pelo senso da diplomacia e da cortesia, que o caracterizam, assim como a aversão à agressividade e à violência de Áries, que está diante dele. Libra significa, em última análise, um caráter afável, um sentido de justiça, harmonia e sociabilidade , que são, todos, atributos da igualdade.
A Fraternidade é perfeitamente ilustrada pelo signo de Gêmeos, em sua dualidade , representado por dois gêmeos, que são os míticos Castor e Pólux, cada um desempenhando seu papel, sem nenhuma proeminência sobre o outro. O signo de Gêmeos é dual, porque simboliza o momento em que a força criativa de Áries e Touro divide-se em duas correntes: uma tem sentido ascensional , espiritual, e a outra é descendente, no sentido da multiplicidade das formas e do mundo fenomênico. Considere-se, também, que, face a Gêmeos, está Sagitário, governado por Júpiter, Zeus, Deus, do qual todos os homens emanam, o que os faz irmãos uns dos outros, com cada um procurando-o, à sua maneira.
A Liberdade é apanágio de Aquário, simbolizado por Ganimedes, pelo anjo derramando, sobre a humanidade, o cântaro do saber ; saber, que, se for bem utilizado, pode ser um meio de acesso à liberdade, com a condição de que aceite a superioridade do iniciado. Só o iniciado , o sábio , poderá reconhecer os limites além dos quais não poderá ir, pois esta é a maneira dele chegar ao conhecimento dos mistérios divinos. Essa ligação com o divino, da qual Moisés é um símbolo, o respeito às leis divinas, fundamental para uma existência pacífica e harmoniosa, serão, também, assinalados pelo signo frontal a Aquário: Leão, cujo símbolo é o Sol; o Sol, símbolo do UM, símbolo de Deus.
Esses três signos, Libra, Gêmeos e Aquário, são os signos do ar do zodíaco. E os signos do ar são símbolos do espírito, são símbolos do cosmos, que o iniciado deve procurar conhecer e compreender.
Alegorias astronômicas da Bíblia Sagrada
Josephus nos diz que os judeus levavam os doze signos do Zodíaco em suas bandeiras, e que acampavam em torno do Tabernáculo onde havia o Candelabro de sete braços representando o Sol e os corpos celestes que giram dentro do círculo formado pelos 12 signos do Zodíaco. Os judeus construíam seus templos de tal forma que os quatro cantos apontavam para o N.E., S.E., S.O. e N.O. os lados diretamente ao Norte, Sul, Leste e Oeste. Da mesma forma que os demais templos solares, sua entrada principal estava a Este, de maneira que o Sol nascente iluminasse seu portal e fosse assim o Arauto, cada dia, da vitória da luz sobre os poderes das trevas. Ele trazia assim à humanidade nascente a mensagem de que a luz e a obscuridade, antagônicas no plano material, não eram mais que a contraparte de um antagonismo similar nos mundos mental e moral, em que a alma humana está abrindo caminho para a luz, porque a batalha entre a luz e a obscuridade no mundo material, como todos os demais fenômenos, são sugestões das realidades dos reinos invisíveis. Os judeus saudavam o Sol com o sacrifício matinal e se despediam dele, no poente, de maneira análoga, com uma oblação vespertina, oferecendo em seu “sabbath” um sacrifício adicional ao “Deus de raça” lunar, Jeová, Também o adoravam com sacrifícios em cada nova Lua. Uma grande festa era a Páscoa, onde celebravam a especial Páscoa Israelita, quando o Sol passava pelo nodo oriental, deixava, então, o hemisfério austral onde hibernara e começava sua jornada para o norte, em seu carro de fogo, saudado com alegria pelo homem; como o Salvador que o libertará da fome e do frio que, inevitavelmente, se produziriam se permanecesse sempre em sua declinação austral. A última festa dos judeus e a mais importante é a dos Tabernáculos, quando o Sol cruza seu nodo ocidental no outono, depois de haver dado ao homem o pão da vida com o qual podia sustentar seu ser material até a próxima volta do Sol aos céus boreais. Por essas razões, os seis signos que o Sol ocupa no inverno (no hemisfério norte), a saber: Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Piscis, são chamados de “Egito”: a “Terra dos Filisteus”, etc, nome que significava algo de mal para o “povo de DEUS”. Enquanto isso os signos boreais, isto é: Áries, Taurus, Geminis, Câncer, Léo e Virgo, nos quais está o Sol na estação das frutas, são chamados de “céus”, “terra prometida” que “destilava leite e mel”. Vemos isto em passagens tais como a que há na celebração da Páscoa dos Judeus, que é “para recordar a saída do Egito”. Esta festa não é mais do que um regozijo pela saída do Sol dos signos austrais, que alude, também, ao fato de que Jacó estava com seu filho José, no Egito, quando morreu. No solstício do inverno, o Sol do ano passado que completou sua jornada e alcançou o grau máximo de declinação austral, encontra-se no signo zodiacal Sagitárius. Com referência ao Génesis 49:24, quando Jacó agonizante fala do “arco” de José, é bem fácil identificá-lo com o signo Sagitárius que está representado por um Centauro no momento , de lançar uma flecha, de sorte que a história de Jacó, morrendo no Egito com José, se efetua a cada ano quando o Sol morre no signo Sagitárius, no solstício de inverno ( no hemisfério norte).
Signos (Visão Astrológica)
Áries simboliza o começo de uma nova vida ou idéias, plantando novas sementes; Touro vem dar continuidade num período de fertilização é quando a terra começa a florescer e as idéias antes idealizadas são desenvolvidas tomam forma no mundo material.
Gêmeos é o período de interação e dispersão e divulgação do que tomou corpo no signo anterior e agora se expande, sendo a troca de informações muito importantes. Toda essa energia é reunida e direcionada em Câncer para a nutrição do eu interior, é o desejo de nutrir e cuidar, de fixar raízes; sendo em Leão o momento em que a colheita fica madura e a terra rica em abundância; é o período de dar atenção as coisas que ama e lhe dão a plenitude e identidade.
Com Virgem chega a colheita, é o trabalho, o impulso de fazer algo prestativo aos outros; sendo em Libra o desejo de complementar suas próprias energias com as de outras pessoas.
Em Escorpião se aproxima o período de regeneração e transformação, é quando o resto da colheita se decompõe para fertilizar a terra.
Sagitário trás os questionamentos para crescimento e expansão, é onde as buscas e conhecimentos serão aprofundados, sendo em Capricórnio um período de realização e reconhecimento de seu papel na vida.
Com Aquário vêm a mudança e liberdade, as novas idéias rompendo as antigas estruturas para beneficiarem a humanidade num sentido amplo e comunitário; sendo em Peixes a fusão desses períodos anteriores em nome de um amor universal e fraterno; só então começamos um novo ciclo de plantio em Áries.
Signos e as Construções
Os templos de estilo gótico construídos na Idade Média revelam toda a magia dos ocultistas e sociedades secretas da época.
Se a busca dos idealizadores do gótico ainda permanece um enigma, o estudo da origem da expressão ‘arte gótica’ apenas reforça a idéia de que sua inspiração é totalmente mística. Estudos etimológicos remetem às palavras gregas goés-goéts, de bruxo, bruxaria, que sugere a idéia de uma arte mágica. O alquimista Fulcanelli prefere associar ‘arte gótica’ a argot, que significa idioma particular, oculto, uma espécie de cabala falada, cujo os praticantes seriam os argotiers (ar góticos), descendentes dos argonautas. No mito grego de Jasão, eles dirigiam o navio Argos, viajando em busca do Tosão de Ouro. Jasão teria sido um grande mestre, que iniciava seus discípulos nos mistérios egípcios, inclusive na geometria sagrada, que é uma das chaves da arquitetura gótica. Prova dessa herança egípcia está no fato de os construtores góticos disporem os símbolos que aparecem nos entalhes, nas estátuas, nos medalhões e vitrais de maneira que obedeçam sempre a uma seqüência que torna inevitável a associação de uns com os outros. Trata-se de um recurso egípcio de memorização que permite a apreensão de um grande número de informações, pois somos, sem perceber, levados a relacionar cada coisa ao local onde ela se encontra. Talvez seja esse o motivo pelo qual muitas vezes o zodíaco está representado dentro das catedrais fora de sua ordem convencional. Longe de ser aleatório, esse desmembramento está relacionado ao sentido mais esotérico de cada signo, como se vê a seguir:

Áries
Geralmente sua figura é a de um carneiro, que simboliza o início do caminho na busca da elevação espiritual.

Touro
Representado pelo próprio Touro, às vezes está associado ao evangelista Lucas; às vezes a Cristo. Simboliza a vida na matéria.

Gêmeos
Sua representação usual é de duas figuras humanas abraçadas, que expressam a capacidade de elevar espiritualmente o próximo por meio da transmissão de conhecimentos. Em Chartres, este signo aparece junto a uma das portas e mostra dois cavaleiros atrás de um grande escudo.

Câncer
Na forma de um caranguejo ou de um lagostim, costuma estar próximo da pia batismal, junto da imagem do arcanjo Gabriel. Com certeza, trata-se de uma influência da Cabala, que associa a Lua, regente de Câncer, a Gabriel, o emissário do nascimentos. A intenção é mostrar que, por meio do batismo (ritual iniciático), o homem pode se religar às esferas espirituais das quais se origina.

Leão
Com a mesma representação de hoje, é emblema do evangelista Marcos, a quem emprestaria seus atributos de persistência e força de vontade na busca da espiritualização.

Virgem
Algumas vezes aparece como uma jovem segurando uma espiga de milho. Mas pode também estar representado por uma estátua da própria Virgem Maria, com uma estrela na cabeça. É um dos signos mais ricos de significados nas igrejas góticas, uma vez que a maioria delas foi dedicada justamente à mãe de Cristo. Em Amiens, por exemplo, ela se encontra em duas árvores. Na iconografia cristã, uma delas representaria a árvore pela qual a humanidade caiu – numa referência ao mito de Eva e da serpente tentadora enroscada numa árvore , enquanto a outra remete à cruz de Cristo, pela qual a humanidade foi redimida.

Libra
Quase sempre aparece como uma mulher segurando uma balança desproporcionalmente grande, no interior da qual há uma pessoa envolta num halo de luz. Seria um lembrete para o homem de que ele também faz parte do divino.

Escorpião
Sua imagem pode ser traduzida por uma águia (símbolo de elevação espiritual) e representa o evangelista João. Ou, então, aparece como um escorpião mesmo, já com um sentido de regressão espiritual. Só que, como não havia escorpiões na Europa, muitas das suas representações têm pouquíssimo a ver com a realidade. Em ambas as formas, o signo está localizado aonde a luz do sol chega por último.

Sagitário
Este signo costuma ser representado por um centauro prestes a disparar a sua flecha. Na catedral de Amiens, porém, ele aparece na forma de um sátiro. Mas ambos traduzem a luta que o homem precisa travar para vencer sua natureza material, a fim de ascender a planos mais elevados.

Capricórnio
Meio cabra, meio peixe, este signo indica as posições que o homem tem de enfrentar em busca de espiritualização.

Aquário
Representado por um homem segurando um livro ou um pergaminho, foi adotado como emblema do próprio cristianismo e do evangelho de Mateus. Esotericamente, seria o ar cósmico, que permeia todas as formas de vida.

Peixes
Rico em significados esotéricos, aparece normalmente como dois peixes unidos por um cordão, nadando em direção opostas. O cordão seria o fio de prata que une o corpo e a alma durante a vida, mas que se rompe na morte. Um dos peixes corresponde, portanto, ao espírito, que permanece acima do plano físico, enquanto o outro, a alma, seria um intermediário direto com a matéria.

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